08/04/2009 - 08h04
A exemplo de agricultores pioneiros do município de Maria da Fé, no Sul de Minas Gerais, produtores de Baependi, na mesma região, também estão apostando no plantio de azeitona. Cerca de seis deles estão cultivando oliveiras em uma área de dez hectares, em média, com acompanhamento de técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Parte deles está testando o plantio de oliva, com técnicas da agricultura orgânica.
Segundo o extensionista Marco Aurélio Serafim Santos, que presta assistência a esses produtores, a experiência de cultivo de oliveiras na fazenda da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Maria da Fé, o clima frio de Baependi, a mais de mil metros de altitude, e a perspectiva de um futuro promissor, estão entre os atrativos que influenciaram a opção desses agricultores pela atividade.
De acordo o técnico, as experiência de Maria da Fé e Baependi estão demonstrando que a oliveira demora em média, cerca de três anos para apresentar resultados, enquanto na Europa demora 10 anos. "Em Baependi as oliveiras deram frutos com apenas dois anos após o plantio", afirma. Marco Aurélio explica que o fato do Sul de Minas ser uma região fria e de clima úmido facilita no desenvolvimento da cultura.
"A previsão é que no final do ano que vem [2010] a gente consiga produzir mais 100 quilos de azeitona porque muitos produtores estão empolgados em cultivar oliveira", acrescenta. Ainda de acordo com o extensionista, o objetivo é aumentar a produção e instalar uma agroindústria no município para a produção do azeite.
Os proprietários rurais e professores Anderson Mignac dos Santos, Cláudio Álvarez Ferreira e Breno Monteiro dos Santos foram os precursores no cultivo agroecológico de oliveiras, em Baependi. Sócios no empreendimento, eles plantaram oliveiras em cinco hectares na comunidade Gamorra. Na área, batizada de Olival Santa Maria, os agricultores já produziram dez quilos de azeitona, mas Anderson Mignac acredita que o segredo para a produção rápida da cultura é a plantação orgânica que adotaram.
Diferente da convencional, a orgânica utiliza técnicas de adubação e fertilização sem aditivos químicos. "Além de adubar o solo com esterco, fazemos uma mistura com termofosfato de rocha, urina de vaca, que é rica em hormônio vegetal, e calda de mamona diluída em água, e passamos essa mistura na folhagem da oliveira, pois acreditamos que isso ajuda a aumentar a produção", salienta.
Demonstrando preocupação com práticas que podem agredir a natureza, o professor defende o plantio de oliveira como forma de minimizar danos ao ambiente. "A cultura que predomina aqui na região é a de criação de gado e por isso os agricultores têm o costume de provocar muitas queimadas para preparar o pasto. Acredito que com o cultivo de oliveiras essa prática vai acabar", afirma.
A lavoura dos professores ficam em uma região da Serra da Mantiqueira, em torno do Parque da Serra do Papagaio, uma área de preservação ambiental (APA). Segundo Anderson, os primeiros dez quilos de azeitona produzidos no local foram transformados em azeite que foi encaminhado para teste no laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Confiante, ele faz planos para o futuro. "Nossa meta é que daqui a seis anos possamos produzir uma média de dez toneladas de azeite e atingir uma produção de 30 toneladas de azeitona.
Sócio de Mignac, o professor de história Cláudio Ferreira diz que o objetivo dos agricultores de Baependi é montar uma cooperativa de azeite, mas que para isso é preciso comprar uma processadora, equipamento que tritura e centrifuga a azeitona. Segundo o agricultor, o maquinário centrifuga 80 quilos de oliva por hora e custa em média R$ 150 mil, mas há dificuldade de conseguir financiamento.
"Precisamos comprar esse equipamento até 2011 porque o ideal é colher a oliva e espremê-la em no máximo 24 horas porque se demorar mais do que isso o produto perde a qualidade", ressalta.
De acordo Ferreira, o grupo planeja plantar mais 2000 mudas até 2011 para ter condições de comercializar o azeite. Atualmente as azeitonas colhidas em Baependi precisam ser levadas para o município de Maria da Fé, onde é feito o azeite. O transporte demanda quatro horas de viagem, segundo o produtor.
OLIVEIRAS
A oliva é um fruto que nasce em regiões de clima úmido e frio, porém com incidência solar. Os principais subprodutos são o azeite e a conserva. A planta pode chegar a dez metros de altura e atingir uma produção de 20 a 30 quilos de azeitona.
A propagação é feita por estacas. A técnica consiste em cortar um talo e plantá-lo. Em geral a árvore demora cerca de dez anos para produzir frutos. No entanto, a Epamig realiza uma pesquisa no Sul de Minas para saber as condições de produção das oliveiras, que na região chega a dar frutos com até três anos após o plantio.
A azeitona possui 75% de gorduras monoinsaturadas, 12% de poli-insaturadas e cerca de 68% de ácido oléico. Além disso, é um fruto antioxidante, ajuda no processo anti-inflamatório, previne os diabetes e a anorexia, sendo ainda um remédio que ajuda no combate à febre.
A única região do estado a cultivar azeitona é o Sul de Minas por ser de clima frio, principalmente o município de Maria da Fé, onde se concentra o maior número de produtores. De acordo o pesquisador de oliveiras da Epamig, João Vieira Neto, no município existem 144 hectares de oliveiras.
Segundo o engenheiro agrônomo da Emater-MG, Deny Sanábio, os produtores que cultivam oliveiras devem ficar atentos a algumas doenças e pragas que podem atacar a lavoura, como a fumagina, quando as folhas ficam escuras, a cochonilha, que é um inseto que ataca a plantação, além da taquinosa, que causa manchas nas folhagens. De acordo o técnico, as doenças podem ser tratadas com a pulverização de inseticidas e produtos orgânicos, como óleo de nin, calda de mamona e de fumo.
PARA SABER MAIS
Leia a matéria Epamig lança Informe Agropecuário sobre tecnologias para produção de azeitona e azeite de oliva.
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais
Assessoria de Imprensa da Emater-MG
Telefone: (31) 3349-8021
Segundo o extensionista Marco Aurélio Serafim Santos, que presta assistência a esses produtores, a experiência de cultivo de oliveiras na fazenda da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Maria da Fé, o clima frio de Baependi, a mais de mil metros de altitude, e a perspectiva de um futuro promissor, estão entre os atrativos que influenciaram a opção desses agricultores pela atividade.
De acordo o técnico, as experiência de Maria da Fé e Baependi estão demonstrando que a oliveira demora em média, cerca de três anos para apresentar resultados, enquanto na Europa demora 10 anos. "Em Baependi as oliveiras deram frutos com apenas dois anos após o plantio", afirma. Marco Aurélio explica que o fato do Sul de Minas ser uma região fria e de clima úmido facilita no desenvolvimento da cultura.
"A previsão é que no final do ano que vem [2010] a gente consiga produzir mais 100 quilos de azeitona porque muitos produtores estão empolgados em cultivar oliveira", acrescenta. Ainda de acordo com o extensionista, o objetivo é aumentar a produção e instalar uma agroindústria no município para a produção do azeite.
Os proprietários rurais e professores Anderson Mignac dos Santos, Cláudio Álvarez Ferreira e Breno Monteiro dos Santos foram os precursores no cultivo agroecológico de oliveiras, em Baependi. Sócios no empreendimento, eles plantaram oliveiras em cinco hectares na comunidade Gamorra. Na área, batizada de Olival Santa Maria, os agricultores já produziram dez quilos de azeitona, mas Anderson Mignac acredita que o segredo para a produção rápida da cultura é a plantação orgânica que adotaram.
Diferente da convencional, a orgânica utiliza técnicas de adubação e fertilização sem aditivos químicos. "Além de adubar o solo com esterco, fazemos uma mistura com termofosfato de rocha, urina de vaca, que é rica em hormônio vegetal, e calda de mamona diluída em água, e passamos essa mistura na folhagem da oliveira, pois acreditamos que isso ajuda a aumentar a produção", salienta.
Demonstrando preocupação com práticas que podem agredir a natureza, o professor defende o plantio de oliveira como forma de minimizar danos ao ambiente. "A cultura que predomina aqui na região é a de criação de gado e por isso os agricultores têm o costume de provocar muitas queimadas para preparar o pasto. Acredito que com o cultivo de oliveiras essa prática vai acabar", afirma.
A lavoura dos professores ficam em uma região da Serra da Mantiqueira, em torno do Parque da Serra do Papagaio, uma área de preservação ambiental (APA). Segundo Anderson, os primeiros dez quilos de azeitona produzidos no local foram transformados em azeite que foi encaminhado para teste no laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Confiante, ele faz planos para o futuro. "Nossa meta é que daqui a seis anos possamos produzir uma média de dez toneladas de azeite e atingir uma produção de 30 toneladas de azeitona.
Sócio de Mignac, o professor de história Cláudio Ferreira diz que o objetivo dos agricultores de Baependi é montar uma cooperativa de azeite, mas que para isso é preciso comprar uma processadora, equipamento que tritura e centrifuga a azeitona. Segundo o agricultor, o maquinário centrifuga 80 quilos de oliva por hora e custa em média R$ 150 mil, mas há dificuldade de conseguir financiamento.
"Precisamos comprar esse equipamento até 2011 porque o ideal é colher a oliva e espremê-la em no máximo 24 horas porque se demorar mais do que isso o produto perde a qualidade", ressalta.
De acordo Ferreira, o grupo planeja plantar mais 2000 mudas até 2011 para ter condições de comercializar o azeite. Atualmente as azeitonas colhidas em Baependi precisam ser levadas para o município de Maria da Fé, onde é feito o azeite. O transporte demanda quatro horas de viagem, segundo o produtor.
OLIVEIRAS
A oliva é um fruto que nasce em regiões de clima úmido e frio, porém com incidência solar. Os principais subprodutos são o azeite e a conserva. A planta pode chegar a dez metros de altura e atingir uma produção de 20 a 30 quilos de azeitona.
A propagação é feita por estacas. A técnica consiste em cortar um talo e plantá-lo. Em geral a árvore demora cerca de dez anos para produzir frutos. No entanto, a Epamig realiza uma pesquisa no Sul de Minas para saber as condições de produção das oliveiras, que na região chega a dar frutos com até três anos após o plantio.
A azeitona possui 75% de gorduras monoinsaturadas, 12% de poli-insaturadas e cerca de 68% de ácido oléico. Além disso, é um fruto antioxidante, ajuda no processo anti-inflamatório, previne os diabetes e a anorexia, sendo ainda um remédio que ajuda no combate à febre.
A única região do estado a cultivar azeitona é o Sul de Minas por ser de clima frio, principalmente o município de Maria da Fé, onde se concentra o maior número de produtores. De acordo o pesquisador de oliveiras da Epamig, João Vieira Neto, no município existem 144 hectares de oliveiras.
Segundo o engenheiro agrônomo da Emater-MG, Deny Sanábio, os produtores que cultivam oliveiras devem ficar atentos a algumas doenças e pragas que podem atacar a lavoura, como a fumagina, quando as folhas ficam escuras, a cochonilha, que é um inseto que ataca a plantação, além da taquinosa, que causa manchas nas folhagens. De acordo o técnico, as doenças podem ser tratadas com a pulverização de inseticidas e produtos orgânicos, como óleo de nin, calda de mamona e de fumo.
PARA SABER MAIS
Leia a matéria Epamig lança Informe Agropecuário sobre tecnologias para produção de azeitona e azeite de oliva.
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais
Assessoria de Imprensa da Emater-MG
Telefone: (31) 3349-8021


