JUSTA TRAMA: a cooperação em todos os elos da produção
Seg, 27 de Abril de 2009 14:33
WittyWolfWilson
27/04/2009 - 07h04
Elizabeth Horta Correa, Atibaia News
No nordeste brasileiro, a modernização da agricultura destruiu o algodão arbóreo, uma planta perene que resistia à seca e integrava o sistema sustentável na lavoura do semi-árido, trazendo do sul temperado do país o algodão herbáceo. Modernizada apenas aparentemente, o alto consumo de fertilizantes químicos e venenos sintéticos foram subsidiados pelo crédito bancário, fortalecendo as estruturas coloniais de dependência na região. As sementes eram vendidas pelo governo do Estado e os demais insumos pelas transnacionais sediadas em São Paulo.
Foi no contexto de migração, evasão da riqueza, desorganização social e dependência de políticas assistencialistas resultantes, aliado à demanda internacional por “algodão orgânico”, que nasceu a idéia de uma cadeia produtiva do algodão agroecológico, um produto que, do começo ao fim, fosse desenvolvido de forma solidária, valorizando tanto o trabalho como a qualidade e a sustentabilidade ambiental.
O ponta-pé inicial foi a produção das bolsas para o Fórum Social Mundial de 2005, quando os empreendimentos da confecção desafiaram-se e adquiriram tecido de uma cooperativa de tecelagem, que, por sua vez, comprou o fio de outra cooperativa de fiação, fazendo, assim, acontecer uma outra Economia: as bolsas foram confeccionadas pela Cadeia Produtiva Solidária do Algodão, que, então, ainda não era o ecológico. Desde este início em 2004, o processo vem dando passos importantes. A criação da marca JUSTA TRAMA em 2005 e a criação da Central JUSTA TRAMA em 2007 são alguns deles.
São cerca de 700 trabalhadores em cinco estados do Brasil, homens e mulheres, agricultores, coletores de sementes, fiadoras, tecedores e costureiras. Os empreendimentos destes trabalhadores e trabalhadoras cobrem todos os elos da indústria têxtil - do plantio do algodão à roupa e quem está na produção da roupa JUSTA TRAMA é também o proprietário da marca.
A produção se dá em cinco etapas. A primeira é a do algodão agroecológico, em 9 municípios do Estado do Ceará, onde agricultores familiares associados plantam, beneficiam e comercializam o algodão em pluma para o resto da cadeia. As duas etapas seguintes acontecem em São Paulo. O algodão é enviado para a Cooperativa Nova Esperança – CONES, em Nova Odessa, que produz do fio de algodão e depois, na terceira etapa, o fio vai para o município de Santo André, onde a STILUS COOP transforma o fio em malha.
A quarta etapa, a confecção das roupas, é feitas por duas cooperativas do Sul do país. A Cooperativa de Costureiras UNIVENS, de Porto Alegre/RS, e COOPERATIVA FIO NOBRE, de Itajaí/SC. E a quinta etapa, extração das sementes para serem aplicadas nas peças de vestuário em forma de bordados, botões e outros acessórios, é realizada pela Cooperativa Açaí, que fica em Porto Velho, Rondônia. O modelo produtivo em que não se prejudica a natureza e onde os maiores beneficiários são aqueles que atuam direta ou indiretamente com o algodão, contribui com a fixação do homem no campo e a geração de trabalho e renda digna e estável no meio rural. Com o beneficiamento do caroço do algodão compõe-se ainda um conjunto de estratégias de sobrevivência de grande importância social e econômica para a região. A produção está em vias de obter a certificação, o que deverá incentivar o comércio internacional. As vendas diretas das peças vêm ocorrendo através de eventos e feiras de Economia Solidária e, de modo especial, por telefone e pelo site. A marca JUSTA TRAMA é cada dia mais demandada e cresce respeitando, sempre, o planeta e o bem-estar de quem planta. A solidariedade vai do primeiro ao último elo da cadeia produtiva: nós, os consumidores.
Aproveite para conhecer os produtos. Visite JustaTrama O Instituto Ecotece adaptou para o português, o vídeo Fibra Ética: Algodão Orgânico, que pode ser acessado no http://www.ecotece.org.br/conteudo.php?i=20
AtibaiaNews
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Encontro de Jornalismo ambiental debate a Mata Atlântica neste final de semana
Qui, 23 de Abril de 2009 15:36
WittyWolfWilson
Neste sábado (25 de abril), o Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (NJA) realiza o 2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica, em comemoração a um ano de existência do NJA. Este ano o tema será “Mata Atlântica: conhecer para conservar”. Além de debates sobre o Bioma, o encontro contará com uma mostra de produtos de organizações não-governamentais feitos a partir de materiais recicláveis. O evento é gratuito e acontecerá no Senac Santos a partir das 13 horas. É necessário se inscrever antecipadamente. Para mais informações ou para se inscrever no evento ligue para (13) 3219-2546 ou escreva para mailto:
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Fonte: mailto:
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Desafio em Geoturismo 2009: Comunidade, Cultura e Natureza
Seg, 20 de Abril de 2009 21:56
Diego de Itu
 O Changemakers da Ashoka está lançando em parceria com a National Geographic o Desafio em Geoturismo 2009: Comunidade, Cultura e Natureza, que terá como foco projetos inovadores em turismo que mantenham e aprimorem o caráter geográfico de um determinado lugar – seu meio ambiente, sua gente, cultura, história, arquitetura.
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Novaiorquinos apostam no adubo orgânico
Sáb, 18 de Abril de 2009 13:01
WittyWolfWilson
Laura Silver, da IPS
Todos os sábados os habitantes do bairro novaiorquino do Brooklyn vão ao mercado de verduras do parque de Fort Greene, mas não apenas para comprar. Levam sacolas de plástico e baldes cheios de casca de vegetais, sacos de chá usados e produtos com validade vencida. Tudo pelo composto, ou adubo orgânico. “Guardo na geladeira, em um saco plástico, por uma semana, e depois levo ao mercado. Ajuda a diminuir meu lixo”, disse o morador Jake Robbins. O esforço coletivo permite coletar 365 quilos de sobras de alimentos por semana. Os jardineiros locais os transformam em seguida em “ouro negro”: o composto serve para melhorar cultivos urbanos e ajuda a reduzir o lixo sólido municipal, que acabam se decompondo nos lixões.
Não se paga pelas cascas de laranja ou coroas de cenouras. Mas existe um senso de ajudar a apoiar o ecossistema local. “Acredito na elaboração do composto”, disse Arnold Smith, que em um sábado se desfez de um balde de couve de Bruxelas vencidas, bem como de grãos de milho e frutos impróprios para o consumo. “Somos uma família de quatro pessoas e comemos muito”, contou. Além disso, tem um quintal de cimento, o que tornaria difícil elaborar ali o composto.
Aos sábados no mercado de Fort Greene os voluntários instalam seis latas diante dos postos de venda de maças, cebolas, mel e sidra. O cartaz apoiado nas latas de lixo não exibe preço: colocar ali os dejetos orgânicos não tem custo. Mas se incentiva os participantes a retirar sacos das latas e substituí-los por novos durante o dia. O Conselho sobre Meio Ambiente de Nova York patrocina 45 mercados de rua de verduras dentro dos cinco distritos da cidade, mas este é o único ponto de venda que permite deixar ali os dejetos para composto. “São coisas úmidas, pesadas, sujas. Não é para qualquer um”, disse Roy Arezzo, do Carlton Bears Garden em Fort Greene.
Ao adubar o solo, o composto captura os metais pesados impedindo que contaminem os recursos hídricos ou sejam absorvidos pelas plantas. Também reduz as emissões de metano, um forte gás de efeito estufa. Comumente, para os que deixam as sobras de alimentos ou para que as recolhem, reduzir o que vai para a corrente do lixo é uma recompensa em si mesmo. E também é uma oportunidade de devolver algo à comunidade, embora não da maneira tradicional. “É preciso estar um pouco louco para transportar composto”, admitiu Alice Hartley, outra integrante do núcleo que em outubro de 2006 ajudou a assentar as bases para o sistema de transporte do composto.
Agora, no transcurso de um mês, quase uma dezena de pessoas se revezam para transportar os restos de comida em um triciclo industrial construído expressamente para essa finalidade. Trata-se de um aparelho de velocidade única, com freios de pé e uma plataforma semelhante a uma jaula colocada na parte dianteira, desenhada para transportar 10 sacos cheios de dejeto alimentar. A cada semana, são feitas três ou quatro viagens desde o mercado até um dos quatro jardins participantes a uma distância de 1,6 quilômetro, equivalente a 15 minutos.
Charlie Bayrer, que faz trabalhos de manutenção na vizinhança, é um autodidata guru do composto, que elabora há 11 anos em Hollenback Garden. Ele calcula que as sobras de alimentos deixadas nas latas do mercado representam metade da matéria-prima que gerada pelos 15 metros cúbicos de composto terminado que seu jardim produz por ano. Depois que os dejetos de alimentos sem tratamento chegam ao jardim, tem início outro processo coletivo. Colaboradores ajudam a integrar as sacolas de sobras em cinco montes de composto que geram temperaturas de 71 graus e que às vezes são usados para aquecer recipientes de sidra.
Bayrer está feliz pela forragem para seus tórridos montes de composto, mas não se importaria se alguém que passasse por ali fizesse mais do que deixar as casas das frutas. “Seria lindo se fossem mais curiosos sobre o que acontece depois”, disse durante uma viagem no “verduriciclo” que seguiu um trecho da rota da maratona da cidade de Nova York. Em geral, o sistema continua funcionando com um grupo pequeno mas dedicado. “Nesse ponto é um acordo de manutenção muito baixa”, contou Hartley, encarregado de comunicações de uma empresa de arquitetura e que, como Bayrer, se especializou na elaboração de composto nos jardins botânicos do Brooklyn.
“Alguém simplesmente sobe no triciclo e sai dirigindo”, disse, Bayrer, acrescentando que o grupo não perdeu um único fim de semana desde que o projeto começou, há três anos. Nem a chuva, nem a neve e nem as temperaturas de 32 graus os impedem de fazer as viagens. Aos 161 anos, o parque de Fort Greene, de 12 hectares, está salpicado por lixos para coletar metal, mas não há recipientes destinados ao lixo orgânico. “Fort Greene não quer resíduo alimentar em seu parque”, disse Arezzo, professor de ciências que há cinco anos começou um projeto para elaborar composto na escola secundária onde trabalhava. O Departamento de Parques “tem muito medo do dejeto alimentar’, afirmou.
Phillip Abramson, porta-voz do Departamento, evitou a questão dos alimentos, mas insistiu que as pilhas de composto “ajudam a cidade ao desviarem os resíduos orgânicos da corrente de dejetos”. E embora esse órgão não tenha um controle direto sobre a maioria dos jardins comunitários na cidade, há cooperação, especialmente para ajudar a impulsionar a imagem ecológica desse departamento. “Estimam que dois terços de nossos 500 jardins comunitários têm algum nível de elaboração de composto”, afirmou Abramson por correio eletrônico.
O Departamento de Parques de Nova York elabora composto a partir de galhos de árvores, lascas e pedaços de arbustos da cidade. O Departamento de Saneamento oferece vários dias “de devolução”, quando os jardineiros urbanos podem viajar às áreas periféricas para recolher composto feito de resíduos do parque. Mas isso não envolve sobras de alimentos. Coletar cascas e borra de café continua sendo um esforço da sociedade civil. Hartley, que ajudou a implementar o sistema do “verduriciclo”, espera que chegue o dia em que os esforços de seu grupo motivem outras pessoas a criar projetos locais de sustentabilidade. “Mantemos algumas conversas com as pessoas do mercado verde sobre replicar este modelo. Esperamos que este programa ganhe uma dimensão maior”, acrescentou.
O diretor do mercado verde de Nova York, Michael Hurwitz, concorda. E afirma que o caminho para a elaboração do composto é um método excelente de manejo sustentável de lixo em pequena escala. “Gostaria que estivesse sendo gerado em cada um de nossos mercados”, disse. Isso envolveria identificar grupos e organizações locais dispostas a fazer o trabalho sujo. Por sua vez, Hurwitz cita um exemplo de sua vida pessoal. Ele vive perto do mercado do parque de Fort Greene e usa o adubo orgânico deixado semanalmente ali. E, muito frequentemente, os restos de suas verduras terminam ainda mais próximo de sua casa: em seu jardim. “Às vezes, acabo de comer uma cenoura e simplesmente jogo sua coroa no solo”, contou.
* Este artigo é parte de uma série produzida pela IPS (Inter Press Service) e pela IFEJ (Federação Internacional de Jornalistas Ambientais) para a Aliança de Comunicadores para o Desenvolvimento Sustentável (www.complusalliance.org).
(Envolverde/IPS)
10 Anos PNEA
Qua, 15 de Abril de 2009 02:15
Diego de Itu
A degradação ambiental, noticiada pelos meios de comunicação e percebida por parte da população, é provavelmente um dos maiores problemas da atualidade.
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